Polícia desarticula grupo que atuava em bancos
Matéria via Diário do Sul / Postado dia 07-12-2017

Em operação intitulada Fake Phone, a Polícia Federal desarticulou uma organização criminosa especializada na prática de crime de furto mediante fraude e lavagem de dinheiro. Ontem foram cumpridos dez mandados de busca e apreensão, cinco de prisão preventiva, um de prisão temporária e cinco de condução coercitiva, todos no Estado de São Paulo.

De acordo com as investigações, a organização criminosa atuava no interior de agências bancárias, especialmente na Caixa Econômica Federal, aplicando o golpe conhecido como “Posso Ajudar?”. 

Os golpes aconteciam também em Santa Catarina e os investigados instalavam dispositivos nas agências para o travamento de cartões nos terminais de autoatendimento, assim como um aparelho telefônico de 0800 falso para a obtenção de senhas bancárias. De posse dessas informações, os valores pertencentes às vítimas eram sacados ou transferidos para contas de laranjas. O prejuízo é superior a R$ 200 mil à instituição bancária. Não foram divulgadas pela PF quais cidades do Estado foram os alvos do crime.



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Doações múltiplas de órgãos: Tubarão ocupa sexto lugar no Estado

O Hospital Nossa Senhora da Conceição, de Tubarão, está em sexto lugar no Estado como o hospital que mais realizou doações múltiplas de órgãos. Está atrás apenas de Joinville, Blumenau, Jaraguá do Sul, Itajaí e Florianópolis. Foram 17 doações múltiplas no ano passado realizadas no HNSC.

Santa Catarina continua liderando o ranking no número de doações de órgãos para transplantes no país. O Estado consolidou um sistema de transplantes que é referência também internacional. Segundo levantamento da SC Transplantes, em outubro de 2017, Santa Catarina atingiu a marca de 39 doadores efetivos de órgãos por milhão de população, enquanto a média nacional foi de 16,5 doadores por milhão de população.

Até setembro de 2017, a SC Transplantes registrou 197 doações efetivas de órgão, 438 doações efetivas de tecido ocular e 938 transplantes de órgãos e tecidos em Santa Catarina.

De acordo com o médico coordenador da Comissão Intra-Hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplante do HNSC, Vilto Michels Júnior, a posição que o hospital ocupa no Estado mostra o empenho e o bom trabalho realizado na instituição. “A doação de órgãos passa por uma série de trâmites, que vai desde o momento da identificação do paciente em estado grave com chance de morte encefálica ao tratamento correto dado a ele quando se torna muito grave e com a morte encefálica comprovada, para que os órgãos sejam mantidos”, explica.

Além disso, Vilto explica que tem toda a parte de entrevista com os familiares, que é uma das fases mais importantes no que se refere à aceitação para a doação dos órgãos. “Para tudo isso,  temos uma equipe amplamente treinada pela Central de Transplantes de Florianópolis, o que acarreta no sucesso do trabalho”, pontua.

O médico, que também coordena o CTI (Centro de Tratamento Intensivo), diz que a parte que cabe ao HNSC é o de identificar e tratar o paciente e entrevistar a família. Tão logo o diagnóstico fique completo, a Central de Transplantes faz a captação dos órgãos. “Fígado, rins e córneas são os mais comuns. Coração e pulmão são mais raros”, comenta.


Treinamento especializado

Os investimentos em logística e em treinamentos das equipes dos hospitais, responsáveis pela identificação de potenciais doadores e pela abordagem junto às famílias, são os fatores determinantes para os resultados alcançados. Este ano, foram capacitados cerca de 800 profissionais de hospitais públicos e particulares.

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