Unisul deve expor todas as informações
Matéria via Diário do Sul / Postado dia 06-12-2017

O projeto de lei que pretende criar a obrigatoriedade por parte da Unisul de aderir a um portal da transparência, nos moldes como já faz a prefeitura e a Câmara de Vereadores de Tubarão, por exemplo, foi aprovado na última sessão da Casa. 

De autoria de Alexandre Moraes no período em que assumiu uma cadeira na Câmara, o projeto de lei teve 14 votos favoráveis, uma abstenção e uma ausência. O próximo passo é ser sancionado pelo prefeito Joares Ponticelli para então entrar em vigor. 

No portal, segundo Alexandre, deve constar todos os atos praticados na Unisul, permitindo o acesso aos dados referentes a pagamentos de colaboradores em geral, compras e contratos de quaisquer espécies, entre demais informações. 

Segundo ele, a intenção é deixar disponíveis, para o acesso de todas as pessoas, as informações financeiras da Unisul, desde salários até contratos, como já existe no Portal da Transparência da prefeitura de Tubarão, por exemplo.  

Alexandre comemorou a aprovação do projeto de lei, porque o primeiro passo para uma gestão mais eficiente é justamente a transparência. “Este é um passo importante para a moralidade, é o melhor caminho a ser tomado. Desta forma, também são evitados, inclusive, possíveis comentários levianos, já que a partir do portal todas as informações estarão disponíveis com clareza”, destaca.

De acordo com a Câmara de Vereadores, após sancionada, existe um prazo de 30 dias para que a Unisul cumpra a determinação prevista na lei. 

A reitoria da Unisul afirma que a universidade “sempre esteve receptiva às iniciativas da sociedade que venham contribuir com uma gestão cada vez mais qualificada e transparente. Em relação à lei, muito embora o gabinete da reitoria ainda não tenha sido notificado, informamos que a universidade, a Fundação Unisul e os demais Conselhos Superiores estarão se inteirando do seu conteúdo, bem como os impactos, e se manifestarão tão logo concluírem as análises”, conclui.



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Doações múltiplas de órgãos: Tubarão ocupa sexto lugar no Estado

O Hospital Nossa Senhora da Conceição, de Tubarão, está em sexto lugar no Estado como o hospital que mais realizou doações múltiplas de órgãos. Está atrás apenas de Joinville, Blumenau, Jaraguá do Sul, Itajaí e Florianópolis. Foram 17 doações múltiplas no ano passado realizadas no HNSC.

Santa Catarina continua liderando o ranking no número de doações de órgãos para transplantes no país. O Estado consolidou um sistema de transplantes que é referência também internacional. Segundo levantamento da SC Transplantes, em outubro de 2017, Santa Catarina atingiu a marca de 39 doadores efetivos de órgãos por milhão de população, enquanto a média nacional foi de 16,5 doadores por milhão de população.

Até setembro de 2017, a SC Transplantes registrou 197 doações efetivas de órgão, 438 doações efetivas de tecido ocular e 938 transplantes de órgãos e tecidos em Santa Catarina.

De acordo com o médico coordenador da Comissão Intra-Hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplante do HNSC, Vilto Michels Júnior, a posição que o hospital ocupa no Estado mostra o empenho e o bom trabalho realizado na instituição. “A doação de órgãos passa por uma série de trâmites, que vai desde o momento da identificação do paciente em estado grave com chance de morte encefálica ao tratamento correto dado a ele quando se torna muito grave e com a morte encefálica comprovada, para que os órgãos sejam mantidos”, explica.

Além disso, Vilto explica que tem toda a parte de entrevista com os familiares, que é uma das fases mais importantes no que se refere à aceitação para a doação dos órgãos. “Para tudo isso,  temos uma equipe amplamente treinada pela Central de Transplantes de Florianópolis, o que acarreta no sucesso do trabalho”, pontua.

O médico, que também coordena o CTI (Centro de Tratamento Intensivo), diz que a parte que cabe ao HNSC é o de identificar e tratar o paciente e entrevistar a família. Tão logo o diagnóstico fique completo, a Central de Transplantes faz a captação dos órgãos. “Fígado, rins e córneas são os mais comuns. Coração e pulmão são mais raros”, comenta.


Treinamento especializado

Os investimentos em logística e em treinamentos das equipes dos hospitais, responsáveis pela identificação de potenciais doadores e pela abordagem junto às famílias, são os fatores determinantes para os resultados alcançados. Este ano, foram capacitados cerca de 800 profissionais de hospitais públicos e particulares.

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