Agressão à mulher chega a 644 casos
Matéria via Diário do Sul / Postado dia 11-10-2017

Na semana que alerta para o Dia Nacional Contra a Violência à Mulher, vários casos de agressão chamaram a atenção na região, dados da Delegacia Regional de Tubarão. De janeiro até a última quarta-feira foram registrados 644 casos de violência doméstica.

Os números indicam que, todos os dias, pelo menos duas mulheres são alvo de algum tipo de ataque.

O Brasil é um país no qual três a cada cinco mulheres já sofreram algum tipo de violência em relacionamentos. Além disso, 56% dos homens já declararam ter cometido algum tipo de violência contra mulheres, dentre empurrões, xingamentos, socos, tapas. Em Tubarão, o caso mais recente, que ganhou repercussão, foi o da mulher golpeada com faca pelo companheiro, na frente do filho de 14 anos.

A mulher segue hospitalizada e o investigado será ouvido essa semana, na Delegacia de Proteção à Criança, à Mulher e ao Idoso (Dpcami), da Cidade Azul. Como forma de proteger ainda mais as mulheres, um projeto de lei tramita no Senado e sugere aumentar o tempo da pena de prisão por feminicídio, em casos nos quais o crime tenha sido praticado em descumprimento de medida protetiva de urgência, assegurada pela Lei Maria da Penha.

O aumento da pena também poderá ocorrer se o delito for praticado contra uma pessoa com doenças degenerativas limitantes, vulnerabilidade física ou mental, e se for cometido na presença de filhos ou familiares ascendentes (como os pais).


Feminicídio


Atualmente, a pena do feminicídio pode variar entre 12 e 30 anos. O projeto que pode ampliar o tempo de cumprimento da pena está sendo relatado pelo senador Eduardo Lopes (PRB-RJ). Em seu parecer, o relator cita um estudo do Instituto Avante Brasil apontando que uma mulher morre a cada hora no Brasil por crime de gênero. Na maioria dos casos, as vítimas morrem em situação de violência doméstica. Se aprovado, o projeto de lei deve ir direto para a sanção do presidente.



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Jogos são adiados por causa de greve

Os reflexos da greve dos caminhoneiros fizeram com que a Federação Catarinense de Futebol (FCF) adiasse jogos das categorias de base da Série A do Campeonato Catarinense. Ao todo, são dez partidas que tiveram nova data por causa “dos inúmeros transtornos ocasionados em virtude da greve geral dos caminhoneiros no país”, conforme o comunicado da entidade. 

O departamento de competições da entidade remarcou os duelos de fim de semana para o meio da semana, na terça ou quarta-feira. Foram quatro partidas da categoria infantil e outras quatro da juvenil (os duelos ocorrem um em seguida do outro), válidas pela quarta rodada primeira fase. Previstos para este sábado, serão disputados na quarta-feira.

Já na categoria júnior, dois jogos dos três da segunda rodada do returno foram alterados. Tubarão x Avaí e Figueirense x Joinville estavam marcados para sexta-feira e foram remarcados para terça. O duelo entre Criciúma e Chapecoense foi o único mantido, porque a delegação do Verdão do Oeste já está no Sul de Santa Catarina para a partida.

Hercílio Luz

Em comum acordo com os times participantes, o departamento de competições da Federação Catarinense de Futebol adiou as partidas das três competições das categorias de base do Campeonato Catarinense Série A 2018. O Hercílio Luz participa das categorias Infantil (Sub-15) e Juvenil (Sub-17), cujos times entrariam em campo neste sábado, contra o Guarani de Palhoça, no Estádio Renato Silveira, pela 4ª rodada da 1ª Fase. Em função da greve dos caminhoneiros, as disputas foram reagendadas para quarta-feira. Na segunda-feira (28), a FCF e a diretoria dos times participantes reavaliarão as condições e confirmarão as partidas. Caso seja necessário, uma nova data poderá ser marcada. Na sexta-feira, os dois times treinaram normalmente no Aníbal Costa. No Infantil, o time do Leão do Sul ocupa a 9ª posição, enquanto no Juvenil a equipe está em 8º lugar.

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