Museu Ferroviário luta por sobrevivência
Matéria via Diário do Sul / Postado dia 11-10-2017

O Museu Ferroviário de Tubarão completa 21 anos este mês. O local abriga um acervo único no Brasil, com 25 locomotivas a vapor e diversas outras relíquias, como peças, relógios e máquinas de escrever raras. Porém, sem apoio do poder público, a administração segue enfrentando dificuldades para manter as portas abertas.

De acordo com o vice-presidente da associação que mantém o Museu Ferroviário, o médico, historiador e colunista do DS José Warmuth Teixeira, a escassez de recursos financeiros é uma realidade enfrentada desde a criação do museu. Mas a situação tem se agravado nos últimos tempos.

“A dificuldade é crônica, pela falta de recursos do poder público em relação ao tesouro histórico que nós temos aqui. A gente vive praticamente de esmola. Recebemos uma ajuda da Ferrovia e contamos com uma pequena renda do nosso trem de turismo”, conta Wartmuth, que foi idealizador do museu. “Nos falta também o apoio das entidades privadas, que poderiam nos ajudar a sair dessa inércia”, completa.

Recentemente, uma das locomotivas do acervo precisou ser transferida. “Era uma locomotiva que estava aqui e nós não tínhamos recursos para recuperá-la. Por isso, foi melhor ceder. Cedemos a locomotiva para o Museu Ferroviário de Lages, onde eles poderão fazer o restauro. Se ficasse aqui, ia acabar se tornando irrecuperável”, lamenta José Warmuth.

O historiador relata que o Museu Ferroviário de Tubarão atualmente sobrevive graças à ajuda de uma equipe de voluntários. E, além da dificuldade para se manter, a administração ainda continua lutando em busca de recursos para melhorar a estrutura.

“Estamos carentes de uma obra civil que vá tornar o museu viável, com um prédio para abrigar laboratório, sala de reserva técnica, ambientes de exposição e auditório”, explica Warmuth. Segundo ele, a obra para a construção desse edifício está orçada em R$ 2 milhões.

Apesar da falta de recursos, o museu continua tendo uma “atividade grande”, com visitas de escolas e passeios de trem. Wartmuth cita o apoio da diretora Lorilza de Oliveira e da museóloga Silvana Silva e Souza como fundamentais. “Elas têm uma dedicação enorme. A gente vai tocando como dá”, diz o historiador.


Acervo é o maior da América Latina

Os itens do acervo do Museu Ferroviário de Tubarão começaram a ser reunidos após a privatização da Ferrovia Tereza Cristina. O trabalho foi iniciativa de um grupo de ex-ferroviários. Hoje, o acervo do museu é considerado o maior da América Latina.

“Quando a Ferrovia foi privatizada, tudo que era material rodante ficou onde estava. Então, as pessoas começaram a saquear as locomotivas. Por isso, um grupo decidiu reunir esses materiais, já que eles seriam substituídos por novos”, conta a diretora do museu, Lorilza de Oliveira.

O historiador Wartmuth Teixeira destaca a importância do patrimônio guardado pelo museu para contar a história da região. “Eu costumo dizer que Tubarão nasceu em função da Ferrovia Tereza Cristina, assim como várias cidades do Sul do Estado. Aqui, a Ferrovia precedeu as comunidades, foi plantando vilas ao longo das suas linhas. Não se pode falar da história de Tubarão sem falar da história da Ferrovia”, destaca.



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ESTACIONAMENTO ROTATIVO DEVE COMEÇAR A OPERAR NO FINAL DO PRIMEIRO SEMESTRE

O estacionamento rotativo em Tubarão deve voltar a operar ainda no primeiro semestre deste ano. Pelo menos esta é a previsão do secretário de Urbanismo, Mobilidade e Planejamento, Alexandre Moraes. 
O secretário explica que já há uma comissão formada que acompanha o projeto, desde sua viabilidade até adequações necessárias. Os integrantes já estão discutindo o termo de referência e já foi analisado, inclusive, o número de vagas que será incluído no sistema de estacionamento rotativo.
Entre as próximas ações da comissão, segundo Alexandre, está a conclusão da planilha de viabilidade econômica, conforme solicitado pelo Tribunal de Contas do Estado.
“Somente após a conclusão do termo de referência é que a prefeitura poderá lançar o edital do processo de licitação para a contratação da empresa que vai deter a concessão do serviço”, explica.
Alexandre afirma que a intenção é que os trâmites da implantação sejam concluídos e que o estacionamento rotativo passe a operar até o final deste primeiro semestre.

Dupla é presa com 990 gramas de maconha

Dois homens foram presos e encaminhados à delegacia, em Capivari de Baixo, depois de serem flagrados com 990 gramas de maconha. A droga estava dividida em porções. Conforme a Polícia Militar, policiais do Pelotão de Patrulhamento Tático da PM abordaram dois ocupantes de uma motocicleta Honda/CG 150 que estavam parados em frente a um bar no bairro Alvorada.

A dupla, conhecida da polícia por tráfico na região, estava nas proximidades de um local conhecido pelo comércio de entorpecentes. Ao avistarem os policiais, um deles, um homem de 26 anos, fugiu a pé. Segundo a PM, ele carregava uma sacola grande nas mãos, a qual, durante a perseguição, tentou dispensar.

Dentro da sacola foram encontrados três torrões de maconha, totalizando as 990 gramas. O segundo ocupante da motocicleta tentou fugir, mas foi abordado e preso. Eles foram detidos, a droga apreendida e ambos encaminhados à Delegacia de Polícia.

GMT continua sem armamento
Casal é assaltado durante caminhada

Um assalto a um casal foi registrado em Imbituba. O criminoso, até então ainda não identificado, assaltou um homem e uma mulher enquanto eles caminhavam na Estrada Geral do Rosa, no bairro Ibiraquera, em Imbituba. O crime, de acordo com a Polícia Militar, foi registrado na terça-feira. 
O assaltante chegou numa motocicleta e colocou a mão na cintura, insinuando estar armado. Das vítimas foram roubados um celular, R$ 200 e uma cópia da chave do carro do casal. As guarnições realizaram rondas, porém o autor não foi localizado.