Escola Sem Partido: projeto é debatido em audiência
Matéria via Diário do Sul / Postado dia 12-08-2017

O projeto de lei 23/2017, que institui o Escola Sem Partido em Tubarão, foi debatido em audiência pública na Arena Multiuso, nesta sexta-feira. 

O debate contou com a participação de professores e comunidade escolar e ocorreram exposições representando as opiniões contrárias e favoráveis ao projeto.

O projeto de lei foi proposto pelo vereador Lucas Esmeraldino. Os expositores favoráveis ao Escola Sem Partido foram o deputado federal Eduardo Bolsonaro, o advogado Miguel Nagib, a psicóloga Marisa Lobo e a professora Ana Caroline Campagnolo.

“O projeto é mais simples do que se fala. É importante ressaltar que não há previsão de crime e também não estamos criando deveres, pois estes já estão na Constituição”, declarou Bolsonaro, um dos ferrenhos defensores.

Falaram contra a implantação os professores doutores Fernando de Araújo Penna (UFF) e Rosângela Pedralli (UFSC) e os professores mestres Vinicius Valença Ribeiro (IFC), Samuel Martins dos Santos (Cesusc) e Marciel Evangelista Catâneo (Unisul). 

Os defensores contrários questionam a própria necessidade do projeto de lei, já que ele aborda questões que já estão na Constituição e que já são cumpridos pelos professores. Além disso, salientam que existem questões de religião e gênero incluídas no projeto.



Veja Também
Na estreia, Peixe vai reencontrar Waguinho Dias
Evento une idosos de Pescaria Brava
Idosa deixa imóvel e precisa de apoio
Bebê agredida segue em estado grave

A bebê de dois meses que teria sido agredida pelo paicontinua na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Nossa Senhora da Conceição (HNSC), em Tubarão. 

A menina de Capivari de Baixo passou por cirurgia e, até o fechamento desta edição, seu estado de saúde era considerado grave. O caso aconteceu na terça-feira e foi trazido com exclusividade pelo DS. 

A criança chegou à unidade junto com os pais. Após atendimento, os médicos atestaram que ela tinha afundamento de crânio e hematomas. A polícia e o conselho tutelar foram acionados, pois a desconfiança era que ela tivesse sido agredida. 

Com isso, os pais foram detidos. Após conversa com o delegado responsável pelo caso, Vandilson Moreira da Silva, o homem de 25 anos, pai da criança, foi acusado pela mãe de ser o responsável pelas agressões. Ele alegava que a criança não era filha biológica dele, pois o casal é negro e a criança, branca. 

O pai, suspeito de agredir a bebê, foi preso e segue recluso no Presídio Regional de Tubarão. Já a mãe, foi ouvida e liberada. Ela será investigada por omissão. À polícia, ela afirmou que era ameaçada e agredida pelo marido e que, por isso, não havia o denunciado antes. Esta seria a terceira vez que a bebê foi hospitalizada. Na primeira vez, estava com costelas quebradas. Nos casos anteriores, a família alegava acidentes domésticos.

A Polícia Civil ainda aguarda um laudo pericial para confirmar as agressões. O pai deve responder por maus-tratos e tentativa de homicídio. A polícia teve deferimento da Justiça para o pedido de prisão preventiva.