Mãe questiona morte após endoscopia
Matéria via Diário do Sul / Postado dia 12-08-2017

A moradora de Imbituba Jucema Souza divulgou nesta semana um vídeo no qual expressa sua dor pela morte do filho Wagner Duarte, de 34 anos.

De acordo com o relato da mãe no vídeo, após realizar uma endoscopia - exame feito por meio de um tubo inserido pela boca e que permite a observação dos órgãos - no dia 4 de agosto, Wagner teria passado mal e falecido em função de uma infecção generalizada.

O exame foi realizado na Clínica Pró-Vida, em Tubarão. Segundo a mãe afirma, Wagner teria saído bem do local e retornado para casa normalmente, sem demonstrar reações, mas ela notou uma mancha no olho do filho.

Depois de algumas horas, Jucema aponta que o rapaz apresentou mal-estar e acabou sendo levado para o Hospital São Camilo, em Imbituba, onde recebeu atendimento e realizou exames. Segundo a mãe, foi identificado que o filho teria uma perfuração na região do estômago e necessitaria de uma cirurgia, mas ele não resistiu, falecendo no dia seguinte. A morte teria sido em função de uma infecção generalizada. Wagner era casado e tinha uma filha de 13 anos.


Clínica nega relação entre exame e morte

A Clínica Pró-Vida apontou, através de comunicado da diretoria, que “o exame foi realizado em condições normais e dentro de todas as normas de segurança internacionais exigidas. Após a realização do exame e consequente repouso, o paciente foi liberado sem queixas e acompanhado por familiar”.

Acerca da acusação de suposta perfuração do estômago do paciente, a clínica explica que, em exame de diagnóstico, esta seria percebida imediatamente pelo médico, e geraria uma sintomatologia de dor intensa, portanto, não compatível com a evolução do quadro clínico apresentado. “Dessa forma, não se estabelece nexo entre o exame realizado no período da manhã e com o quadro clínico do paciente apresentado ao fim da noite”.

O comunicado enfatiza ainda que “cumpre registrar que a Clínica Pró-Vida e o médico Darlan de Medeiros Kestering possuem vasta experiência em exames clínicos, especificamente no de endoscopia”. Por fim, informam que aguardam elucidação dos fatos, tendo a certeza que não ocorreu qualquer falha no atendimento ao paciente, tanto da Pró-Vida como pelo médico Darlan.



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Bebê agredida segue em estado grave

A bebê de dois meses que teria sido agredida pelo paicontinua na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Nossa Senhora da Conceição (HNSC), em Tubarão. 

A menina de Capivari de Baixo passou por cirurgia e, até o fechamento desta edição, seu estado de saúde era considerado grave. O caso aconteceu na terça-feira e foi trazido com exclusividade pelo DS. 

A criança chegou à unidade junto com os pais. Após atendimento, os médicos atestaram que ela tinha afundamento de crânio e hematomas. A polícia e o conselho tutelar foram acionados, pois a desconfiança era que ela tivesse sido agredida. 

Com isso, os pais foram detidos. Após conversa com o delegado responsável pelo caso, Vandilson Moreira da Silva, o homem de 25 anos, pai da criança, foi acusado pela mãe de ser o responsável pelas agressões. Ele alegava que a criança não era filha biológica dele, pois o casal é negro e a criança, branca. 

O pai, suspeito de agredir a bebê, foi preso e segue recluso no Presídio Regional de Tubarão. Já a mãe, foi ouvida e liberada. Ela será investigada por omissão. À polícia, ela afirmou que era ameaçada e agredida pelo marido e que, por isso, não havia o denunciado antes. Esta seria a terceira vez que a bebê foi hospitalizada. Na primeira vez, estava com costelas quebradas. Nos casos anteriores, a família alegava acidentes domésticos.

A Polícia Civil ainda aguarda um laudo pericial para confirmar as agressões. O pai deve responder por maus-tratos e tentativa de homicídio. A polícia teve deferimento da Justiça para o pedido de prisão preventiva.