Moradores pedem dragagem em Jaguaruna
Matéria via Diário do Sul / Atualizado dia 19-06-2017

Moradores, visitantes, pescadores e representantes do poder público protestaram, nesse fim de semana, pedindo urgência na obra de dragagem da Barra do Camacho, que hoje não está sendo executada.

De acordo com o secretário municipal de Esportes e Turismo, José Moacir de Almeida, o Kiko, a comunidade está preocupada com a situação no local.

“O canal está fechando e é possível perceber que está muito raso. Se acontecer uma enchente, pode prejudicar muito a cidade e os moradores”, alerta.

Para pedir medidas em relação ao problema, o grupo protestou no sábado, com faixas e cartazes pedindo atenção. “Isso é algo que afeta a cidade toda, os pescadores, até mesmo o turismo, pois muitos visitantes vão conhecer o local. Além do risco de cheia, que já apontamos”, destaca.

Kiko aponta que não tem informações de como está o andamento para a solicitação de dragagem no local. “Há uma obra de desassoreamento prevista, mas não sabemos para quando e hoje está parada”, aponta.

A Barra do Camacho fica em Jaguaruna e recebe as águas da bacia do rio Congonhas. Estudos apontam que a barra sofre constantes ações do tempo, do clima e de fenômenos naturais, além das marés e do volume de águas do rio Tubarão.

Para que o local possa realmente cumprir com sua função, é preciso que o desassoreamento seja efetuado. A barra é o único caminho de saída do rio Congonhas, com papel fundamental para o escoamento das águas do rio Tubarão.

Em 2012, 64.625 metros cúbicos de areia foram retirados da Lagoa do Camacho, em Jaguaruna. O processo de dragagem é necessário para manter a entrada de água do mar e possibilitar a passagem de peixes e crustáceos. A draga estava no local desde 2011, e foi retirada para passar por manutenção.



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Doações múltiplas de órgãos: Tubarão ocupa sexto lugar no Estado

O Hospital Nossa Senhora da Conceição, de Tubarão, está em sexto lugar no Estado como o hospital que mais realizou doações múltiplas de órgãos. Está atrás apenas de Joinville, Blumenau, Jaraguá do Sul, Itajaí e Florianópolis. Foram 17 doações múltiplas no ano passado realizadas no HNSC.

Santa Catarina continua liderando o ranking no número de doações de órgãos para transplantes no país. O Estado consolidou um sistema de transplantes que é referência também internacional. Segundo levantamento da SC Transplantes, em outubro de 2017, Santa Catarina atingiu a marca de 39 doadores efetivos de órgãos por milhão de população, enquanto a média nacional foi de 16,5 doadores por milhão de população.

Até setembro de 2017, a SC Transplantes registrou 197 doações efetivas de órgão, 438 doações efetivas de tecido ocular e 938 transplantes de órgãos e tecidos em Santa Catarina.

De acordo com o médico coordenador da Comissão Intra-Hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplante do HNSC, Vilto Michels Júnior, a posição que o hospital ocupa no Estado mostra o empenho e o bom trabalho realizado na instituição. “A doação de órgãos passa por uma série de trâmites, que vai desde o momento da identificação do paciente em estado grave com chance de morte encefálica ao tratamento correto dado a ele quando se torna muito grave e com a morte encefálica comprovada, para que os órgãos sejam mantidos”, explica.

Além disso, Vilto explica que tem toda a parte de entrevista com os familiares, que é uma das fases mais importantes no que se refere à aceitação para a doação dos órgãos. “Para tudo isso,  temos uma equipe amplamente treinada pela Central de Transplantes de Florianópolis, o que acarreta no sucesso do trabalho”, pontua.

O médico, que também coordena o CTI (Centro de Tratamento Intensivo), diz que a parte que cabe ao HNSC é o de identificar e tratar o paciente e entrevistar a família. Tão logo o diagnóstico fique completo, a Central de Transplantes faz a captação dos órgãos. “Fígado, rins e córneas são os mais comuns. Coração e pulmão são mais raros”, comenta.


Treinamento especializado

Os investimentos em logística e em treinamentos das equipes dos hospitais, responsáveis pela identificação de potenciais doadores e pela abordagem junto às famílias, são os fatores determinantes para os resultados alcançados. Este ano, foram capacitados cerca de 800 profissionais de hospitais públicos e particulares.

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