Instrutores de desafio podem responder por lesão
Matéria via Diário do Sul / Postado dia 20-04-2017

O laudo de uma equipe de psiquiatria que acompanha a garota de 20 anos que estaria envolvida com o jogo da “Baleia Azul” deverá apontar a responsabilidade dos instrutores, chamados “curadores” no jogo, que usaram o WhatsApp para orientá-la nas etapas que deveriam ser seguidas no desafio.

Ambos, segundo a polícia, seriam do Pará. De acordo com o delegado responsável pela Delegacia de Proteção à Criança, ao Adolescente, à Mulher e ao Idoso (DPCAMI) de Tubarão, Felipe Samir Ferreira Andrade, com a identificação dos números de telefone a polícia aguarda agora laudo médico que deverá apontar se a jovem teria condições psicológicas para oferecer resistência à pressão dos “curadores” no jogo.

“Caso o laudo indique que ela não poderia oferecer resistência, os suspeitos poderão ser responsabilizados por lesão corporal”, diz o delegado. Além de tentar atentar contra a própria vida, no sábado, ao buscar se jogar no rio, a jovem ainda provocou cortes no corpo: em um dos braços, com uma gilete, fez o desenho de uma baleia.

O desenho feito no corpo, assim como atentar contra a própria vida, fazem parte das 50 tarefas que supostamente são sugeridas pelos curadores do jogo. A jovem, conforme o delegado, sofre de depressão profunda. Ela foi salva pelo namorado, que a impediu de se matar.


Denúncia

O delegado Felipe orienta que esses grupos buscam pessoas que já estão vulneráveis. “Por isso, é preciso atenção. Não entrar no jogo de jeito nenhum. E mais: caso alguém perceba que há outra pessoa induzindo alguém para que atente contra sua vida, o que é crime previsto no artigo 122 do Código Penal, que faça uma denúncia à polícia”, informa Felipe.



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Unisul lança programa nesta semana com diversos eventos

Entre hoje e o próximo sábado, a Unisul lança o Programa Unisul de Educação em Direitos Humanos e Educação das Relações Étnico-Raciais. Para marcar o lançamento institucional, os campi produziram uma programação com eventos diversos: exposições, palestras, mostras, entre outros. A programação é aberta ao público externo e a entrada é gratuita.
Atuando na promoção da democracia, da cidadania e dos direitos humanos, o programa, por meio de projetos, pesquisas e campanhas comunitárias, constrói e dissemina a cultura de respeito aos direitos humanos e das relações étnico-raciais, formando cidadãos para uma sociedade livre, democrática e de respeito às diferenças étnica, cultural, religiosa, de gênero, de orientação sexual e de opção política. “Este programa aproxima ainda mais a Unisul da comunidade externa, com uma educação que efetivamente contribui para a melhoria da vida em sociedade”, destaca o reitor da Unisul, professor Mauri Luiz Heerdt.
O movimento se efetiva por meio de ações desenvolvidas no âmbito do ensino, da pesquisa, da extensão e da gestão universitária. Estas ações são integradas, porém descentralizadas no âmbito das direções e gerências dos campi, promovendo a transversalidade dos temas do programa na universidade. Assim como a educação, o programa também é um processo dinâmico, em permanente construção, e está aberto a reflexões, debates e reformulações.

Jovem de 23 anos é atingido por tiros em Treze de Maio

Um jovem de 23 anos foi atingido por sete tiros durante tentativa de homicício. O crime ocorreu na madrugada de sábado, em Treze de Maio, na estrada geral da comunidade de São João de Urussanga Baixa.
De acordo com a polícia, o jovem foi encaminhado ao hospital de Treze de Maio por volta das 5h, sendo transferido, em seguida, para o Hospital Nossa Senhora da Conceição, em Tubarão, em virtude dos ferimentos graves. O jovem foi atingido na cabeça, braço e tórax (costas). 
Segundo familiares, ele estava retornando para casa de motocicleta quando foi atingido pelos disparos. A motivação do crime ainda é desconhecida e investigada pela polícia, que está também buscando informações sobre os suspeitos.
Até o fechamento desta edição, a vítima seguia internada e seu estado de saúde permanecia o mesmo.