“Cumprimos o que prometemos” diz Lucas Esperaldino
Matéria via Reportagem DS e Foto: Radio SC / Postado dia 25-05-2020

Na última semana, membros das bancadas do PSD e do PL questionaram na Alesc dispensas de licitações patrocinadas pela SCPar. Ivan Naatz (PL) chegou a dizer que o secretário de Estado do Desenvolvimento Econômico Sustentável (SDE), o tubaronense Lucas Esmeraldino (PSL), está usando sua “influência para empregar a família e fazer negócios com o governo”.

Em discurso acalorado contra o governador Carlos Moisés e ao próprio Lucas, o deputado Kennedy Nunes chegou a usar o termo “República de Tubarão”, o que não foi bem recebido na cidade.
Em entrevista exclusiva ao DS, Lucas tece duras críticas a alguns políticos que o acusaram e diz que as denúncias contra ele não passam de calúnias. O tubaronense
reafirma seu apoio ao governo Carlos Moisés e ao presidente Bolsonaro.

Diário do Sul – Secretário, há denúncias contra sua influência, seus indicados e sua família, levantadas por alguns parlamentares e por determinados veículos de comunicação. Qual a sua versão sobre essas denúncias?
-Lucas – Primeiro, tenho dito: não houve, há ou haverá qualquer influência minha nas escolhas de cargo no governo do Estado. Nunca fiz política em troca de cargos, diferente daqueles que me atacam. Meu foco, desde o início, é estar à frente da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico Sustentável (SDE), realizando uma gestão focada em resultados, com equipe comprometida e qualificada, com o propósito de fomentar emprego e renda aos catarinenses. Depois, como sempre reafirmei, em todas as esferas do governo do Estado as indicações para cargos comissionados são uma prerrogativa do governador, que sempre estiveram pautadas na livre escolha, mas, sobretudo, em critérios técnicos, na eficiência, na moralidade, na publicidade e no comprometimento com a gestão pública. Não há nada que desabone a minha conduta e as atitudes dos meus familiares. Repudio toda tentativa de denegrir minha imagem e da minha família em falas e reportagens fundamentadas em suposições, informações contraditórias e inquéritos arquivados por falta de irregularidades. Lamento muito que alguns políticos sigam dando caneladas para tudo quanto é lado, ofendendo quem está pela frente, querendo me amedrontar e paralisar o governo dos catarinenses. Quero dizer que não nasci em ‘noite trovoada’, ou seja, não vou me amedrontar (repito) e continuarei fazendo o meu trabalho de forma idônea, ética, correta.

Diário do Sul – Nas últimas semanas as críticas ao governo têm sido mais constantes. Qual sua avaliação?
-Lucas – Muito embora imagine que a fúria de alguns tenha a ver com atitudes do governo, fechando a torneira das indicações político-partidárias, revendo contratos, diminuindo custos da máquina pública e causando revés àqueles que sempre se alimentaram dela, o governo não tem compromisso com erro, mas também não podemos fazer ‘caça às bruxas’ só porque meia dúzia grita, já que as torneiras foram fechadas acabando com o jeitinho e com o financiamento eleitoral ilegal. Os mesmos que nos atacam, antes de atacar deveriam explicar à sociedade os cabidões de emprego, a ponte Hercílio Luz, ex-secretário preso, improbidades administrativas, envolvimentos em ‘caixas 2’ nas eleições municipais, apoio a Dilma, cargos com Temer e, agora, ‘melhor amigo’ de Bolsonaro. Eu ficaria o ano inteiro discorrendo histórias assustadoras (essas, sim, verdadeiras), que não chegam aos ‘pés’ dos respiradores. Aqui, um parênteses: as denúncias sobre a compra dos respiradores são graves e seguem sendo apuradas. O governo está fazendo de tudo para resolver e punir os culpados. Não nos meçam com suas atitudes. Somos corretos, responsáveis e comprometidos. Não cometeremos os desvios de caráter como alguns. 

Diário do Sul – Com o distanciamento do governador Moisés e do presidente Bolsonaro, de que lado você está?
-Lucas – Sou ambos e explico. Quem acompanhou minha trajetória sempre percebeu que defendi bandeiras como a família, a fé e sempre fui contrário ao aborto, à ideologia de gênero e a favor da escola sem partido, legislação mais rígida contra a corrupção, liberdade econômica, entre outros temas – bandeiras do presidente Jair Bolsonaro. Eu já o acompanhava muito antes das eleições de 2018 e o seguia nas redes. Não há motivos para me distanciar de quem eu acredito, até que me provem o contrário. Além disso, sou amigo pessoal do governador de longa data e sempre admirei a conduta e as atitudes do comandante Moisés. Tenho certeza: só somos atacados simplesmente por cumprir o que prometemos. Atuamos com o plano de governo embaixo do braço. Não há mágica. Ainda acredito e insisto aos incrédulos: teremos o melhor presidente do país e o melhor governador de SC. Acredito muito que o mérito e a competência de ambos possam estreitar ainda mais os laços entre eles no futuro. Tudo passa pela admiração, respeito mútuo e muito trabalho. Sem dormir tarde e acordar cedo, de nada adianta.

Diário do Sul – Tubarão e região reclamam do distanciamento do governo do Estado, especialmente de Moisés e o do senhor. Muitos acreditavam que vocês trariam benefícios para a cidade, mas até agora pouco se percebe de efetivo.
-Lucas – Tubarão, que completa 150 anos, é minha cidade. Aqui nasci, me criei, me formei numa universidade comunitária e me fiz ‘gente’. Admiro muito cada tubaronense. Eu discordo que tenha me afastado daqui. Aliás, procurei, sim, valorizar os inúmeros profissionais de destaque da cidade e levá-los para um projeto maior e novo. Nos desafiamos a cada dia. Lá temos que atender Santa Catarina. Mas jamais deixamos de olhar por Tubarão. Por exemplo, estamos finalizando o Centro de Inovação, tivemos a conclusão da rodovia Ivane Fretta, recursos para o Hospital Nossa Senhora da Conceição, além de diuturnamente buscarmos investimentos para a região. Outro bem importante a destacar é a pavimentação da rodovia Ageu Medeiros, que liga Tubarão a Laguna, uma obra prometida há mais de 30 anos por alguns governadores que passaram por lá e nunca saiu do papel, além da construção da “Ponte da Amizade”, ligando Tubarão e Capivari de Baixo na continuação da avenida Marcolino Martins Cabral. Temos o comprometimento do governador Moisés, que vai sair e será de grande avanço para o desenvolvimento não só para Tubarão, mas para toda a região. Preciso do voto de confiança dos tubaronenses. Estamos juntos e não os abandonarei, juntamente com o nosso governador Moisés, que é daqui. 

Diário do Sul – Qual o seu posicionamento sobre a polêmica dos respiradores?
-Lucas – A mesma de sempre. Cada um tem um CPF e que se responsabilize por seus atos. O que jamais podemos tolerar é o descaso, qualquer tentativa de apropriação indevida ou desvios éticos. Aliás, tão logo o governador Moisés soube da situação, como amplamente divulgado, ele próprio determinou uma rigorosa investigação, colaborando o tempo todo atrás de respostas e eventuais culpados. Nosso governo e, principalmente, o governador Carlos Moisés não têm jeitinho e muito menos compromisso com o erro, diferente de alguns que os atacam. Quando o rolo é ‘deles’, ‘eles’ ficam em silêncio. Nós, não. Queremos apurar e saber quem são os culpados. Ninguém tem colega ou político de estimação. Trabalhamos por Santa Catarina, pelo bem e pelo patrimônio público.

Diário do Sul – Com todos estes desafios, quais os seus planos políticos? Sua saída do PSL está confirmada?
-Lucas – Deixo o PSL com a sensação de missão cumprida. Chegou a hora de partir para um novo desafio e construir uma nova história. Após dois anos e dois meses no PSL, chegou o momento de encerrar minha participação num ciclo vitorioso. Entregamos o melhor resultado do país. Com o aval e apoio do presidente Bolsonaro, estruturamos um partido praticamente desconhecido pelos catarinenses e formamos um time de entusiastas e guerreiros que ajudou a fazer quatro federais, seis estaduais, um governador, sua vice, e por pouco não consegui ser eleito senador. Quando me filiei à sigla, recebi a missão de estruturar, em menos de seis meses, o partido no Estado e, especialmente, mudar a forma de fazer política. Foi o que aconteceu. Alcançamos os objetivos. Eu nunca achei que fosse fácil. Logo, meu plano, como sempre fiz, é seguir trabalhando, com base nos valores éticos, morais, da família, pelo trabalho e renda dos catarinenses.



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