Venda do complexo Jorge Lacerda ocorrerá este ano
Matéria via DS / Postado dia 15-04-2019

A Engie Brasil Energia (EBE) informou que já recebeu propostas para a venda do Complexo Termelétrico Jorge Lacerda, em Capivari de Baixo. A geradora privada de energia espera concretizar o negócio até o fim deste ano. 

Questionado pelo DS, o diretor de geração da Engie Brasil Energia, José Laydner, respondeu que ainda não pode revelar quais os nomes das empresas que negociam a compra do complexo, porque existe um acordo de confidencialidade entre as partes.

“Os investidores estão agora no período de “due diligence”, no qual irão realizar um diagnóstico completo do Complexo Termelétrico Jorge Lacerda e do seu plano de negócios, envolvendo questões contábeis, técnicas, financeiras, tributárias e trabalhistas, dentre outras. Essa etapa deve levar cerca de dois meses, e, após esse período, os investidores estarão aptos a apresentar uma oferta vinculante para a EBE”, explicou Laydner.

A previsão é de que a partir de agosto comecem as tratativas do contrato de compra e venda com a empresa selecionada, após a análise interna das propostas recebidas. Após a assinatura do contrato, o negócio precisa passar ainda pela aprovação de alguns órgãos, como da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) – autarquia federal brasileira, vinculada ao Ministério da Justiça, que orienta, fiscaliza, previne e apura possíveis abusos do poder econômico. 

“Estamos trabalhando com a perspectiva de concretização do negócio até o final deste ano. Podemos adiantar que temos entre os interessados grupos de investidores com diferentes perfis (financeiro e estratégico), e o que difere o processo atual do anterior é que antes tivemos apenas uma única empresa, tratada com exclusividade”, informou o diretor de geração.


MERCADO DO GÁS NATURAL

Como o DS divulgou na última semana, a Engie venceu, ao lado de um investidor institucional canadense, o processo competitivo da Petrobras para a compra de 90% da Transportadora Associada de Gás S.A (TAG). O negócio chegou a R$ 35,1 bilhões para 100% da companhia. Desse total, a Engie ficou com 58,5%, sendo 29,25% com a Engie Brasil Energia e 29,25% com a Engie global. Somado, o investimento chega à ordem de R$ 20,5 bilhões. Esse investimento marca a entrada da Engie no setor de gás natural, visto que a empresa pretende avançar também com geração de energia térmica. Questionado se esse processo influenciaria de alguma forma o complexo em Capivari de Baixo, José Laydner disse que não. “Não tem influência, uma vez que a TAG é uma empresa com vida operacional independente da Engie Brasil Energia, e tem seus ativos localizados em outros estados, sem proximidade geográfica”, explicou.



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